segunda-feira, 19 de abril de 2010



Cinco minutos com Zé Maria

José Maria de Almeida, o Zé Maria, foi o primeiro pré-candidato à presidência a visitar o Haiti arrasado pelo terremoto ocorrido em janeiro. Confira o vídeo no qual relata toda a situação precária em que vivem os haitianos.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Infelizmente, não vai haver uma frente eleitoral classista e socialista



Eduardo Almeida Neto da Direção Nacional do PSTU e editor do Opinião Socialista



• Todos sabem que o PSTU defendeu uma frente eleitoral classista e socialista com o PSOL e o PCB. A crise atual do PSOL tornou essa frente impossível. Não vai existir um PSOL, mas dois partidos na campanha eleitoral. Um deles apoiando Plínio, outro fazendo campanha sem candidato a presidente. Se o PSOL não consegue sequer unificar a si próprio, como vai pretender ter o apoio de outros partidos para seu candidato à presidência?



Temos um grande respeito pela figura de Plínio de Arruda Sampaio, mas não somos árbitros entre as distintas alas do PSOL, e menos ainda uma corrente interna desse partido. Não temos alinhamento com nenhum de seus pré-candidatos e não vamos ajudar a legitimar um deles amplamente contestado pela outra parte.



Já tínhamos grandes diferenças programáticas com o programa democrático-popular defendido pela APS, a corrente majoritária no apoio a Plínio (assim como temos com o programa do MES-MTL, a corrente que apoia Martiniano). A APS defende um programa democrático-popular, semelhante ao apoiado pelo PT em todo o período de direitização desse partido, antes do governo Lula. Nós defendemos um programa socialista.



Defendemos, também, uma clara independência política e financeira em relação à burguesia, condenando explicitamente o financiamento da campanha pelas empresas privadas. Não vimos uma clara delimitação nesse sentido da parte do PSOL.



Mas agora, além das grandes diferenças de programa e em relação à independência da burguesia, surgiu outro impedimento objetivo e intransponível: a nossa proposta de frente era com o partido PSOL, e não com uma de suas alas.



Assim, não existirá uma frente de esquerda nessas eleições como a de 2006. O PCB já tinha manifestado que vai lançar candidatura própria. O PSOL não conseguiu se unificar, nem tampouco ajudar a unificar a esquerda.



Por esse motivo a pré-candidatura de Zé Maria se converterá na campanha “Zé presidente”. Será a expressão do programa socialista e classista que defendemos. Não haverá uma frente de esquerda, mas queremos que essa candidatura seja mais ampla que as fronteiras do PSTU. Chamamos todos os que quiserem ajudar a construí-la a somarem-se a nós.



O PSTU vai organizar seminários abertos para debater o programa da campanha. Todos e todas que seguem empunhando a bandeira do socialismo, todos e todas que, neste país, estão engajados na luta da nossa classe contra a exploração capitalista estão convidados a tomar parte nesta jornada.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Blog do PSTU Noroeste é reativado




Olá camaradas. Temos o prazer em informar que a partir de agora o blog do PSTU estará sendo atualizado permanentemente.



O ano de 2009 foi de várias lutas. Tanto as lutas nacionais da juventude, como as sindicais dos trabalhadores de correios, petroleiros, mineiros, educadores, e os movimentos populares. Em tempos de crise, metalúrgicos de São José dos Campos e região deram um grande exemplo de luta contra as demissões, enquanto que do outro lado, Lula dava muito dinheiro e incentivo a empresários e banqueiros. Apesar dos altos índices de aprovação do Governo Lula, muitas lutas estouraram em todo o país.



Alguns fatos foram marcantes na região noroeste do Paraná. Podemos citar os que ocorreram na cidade de Sarandi, como por exemplo, a luta contra a vinda do lixo e a cassação do prefeito de Sarandi, Milton Martini (PP), luta essa que adentrou o ano de 2010.

Nessas lutas, tiramos importantes lições. Nós do PSTU continuamos coerentes com nossa proposta inicial de que o aterro sanitário de Sarandi deve ser estatizado e os trabalhadores admitidos por concurso público para o município. A privatização feita pelo governo do PT foi extremamente prejudicial à cidade, abrindo a possibilidade para a vinda do lixo.



Em relação ao processo de cassação, continuamos defendendo que nem Milton Martini (PP) e nem De Paula (PDT) governam para os trabalhadores. Nossa proposta sempre foi e continua sendo novas eleições. Defendemos um governo de trabalhadores e que governe para os trabalhadores. Infelizmente, muitos que participavam do Comitê, se venderam e fizeram acordo com a burguesia.



Apesar de toda a propaganda de Lula para o programa “Minha casa minha vida”, tivemos uma importante luta por moradia na cidade. Várias famílias despejadas lutaram bravamente por seu direito à moradia. Isso não ocorre somente na cidade de Sarandi e é mais um exemplo de que o programa de moradia do governo federal é voltado à classe média alta e não para a maioria da população, que é pobre e que realmente necessita.



No próximo período, a efervescência política promete ser forte. Além de todas as lutas que estarão acontecendo, teremos também a luta política. Esse ano, com as eleições para presidente, governadores, senadores e deputados, haverá um intenso debate de como o país deverá ser governado nos próximos 4 anos.



Nesse blog teremos não somente discussões sobre a região noroeste, mas também sobre situações nacionais e internacionais. Esperamos que leiam nossas postagens e as discutam conosco. Estaremos sempre abertos ao debate.



Entre em contato conosco: pstumaringa@yahoo.com

                                        pstusarandi@gmail.com



Conheça o PSTU:            www.pstu.org.br

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Lançamento da candidatura de Zé Maria no Rio terá transmissão ao vivo 


DA REDAÇÃO
 

• Todos os militantes e simpatizantes do PSTU e os que esperam ver uma Frente Classista e Socialista nas eleições de 2010 poderão acompanhar a transmissão direta do ato no Rio de Janeiro nesta terça-feira, 17 de novembro, a partir das 19h, no Portal do PSTU.

O ato de São Paulo foi uma grande vitória, com cerca de 650 pessoas (na matéria que está no ar, informamos 500 pessoas, correspondente ao início do ato). Estiveram presentes alguns representantes do PSOL que defendem a frente e, como nós, denunciam a aliança com Marina Silva.

O ato do Rio será na Faculdade Nacional de direito da UFRJ, ao lado do Campo de Santana. Às 17h30, Zé Maria receberá jornalistas no local do evento.

PARA ACOMPANHAR A TRANSMISSÃO ACESSE: www.pstu.org.br
Ato da pré-candidatura de Zé Maria reúne 500 em São Paulo 



Aproximação PSOL-PV é criticada em ato de Zé Maria, do PSTU.
Militantes do PSOL descontentes comparecem ao ato e fazem críticas à direção do partido



• Mais de 500 pessoas lotaram o primeiro ato da pré-candidatura de José Maria de Almeida, o Zé Maria, nesta sexta, dia 13. A Quadra dos Bancários, no centro de São Paulo, foi tomada por militantes da capital e de outras cidades, como São José dos Campos e Campinas.



O nome de Zé Maria é uma alternativa apresentada pelo PSTU após o início das negociações oficiais do PSOL com Marina Silva e de inúmeras declarações de apoio de parlamentares e dirigentes desse partido, incluindo a própria Heloísa Helena. Os debates e as declarações do PSOL foram parte dos temas do ato. Segundo Valério Arcary, “o PSTU não irá entregar a sua bandeira à Marina. Se o PSOL quiser cometer esse erro e entregar a sua bandeira, que o faça. Aos militantes honestos do PSOL, oferecemos a nossa bandeira. Fiquem ao nosso lado”, afirmou.

No plenário, também havia militantes do PSOL. Marcos, da corrente Liberdade, Socialismo e Revolução, fez um pronunciamento em que condenou o apoio à Marina: “É correto participar das eleições e eleger deputados, mas não a qualquer custo”. Ele completou, se somando à proposta da Frente Classista e Socialista, defendida pelo PSTU: “Vamos estar juntos defendendo um programa socialista e a unidade da classe trabalhadora”, afirmou. Ele faz parte de um bloco, que lançou um manifesto contra a aliança.



O representante da Pastoral Operária, Paulo Pedrini, também condenou um possível apoio do PSOL à candidatura de Marina e a ausência da Frente de Esquerda. “Seria uma grande derrota para todos nós. [A frente] não será possível se o PSOL apoiar Marina”.

Zé Maria foi o último a falar e fez uma dura crítica ao governo Lula, que age a serviço das grandes empresas e do imperialismo. "É necessário nas eleições do ano que vem haja uma candidatura que possa fazer o balanço do que significaram estes oito anos" Ele defendeu a ruptura deste modelo: "É um crime crianças morrerem de fome em nosso país, enquanto o governo privilegia o agronegócio". Ele apontou um caminho diferente do que Lula escolheu nesses anos "Se rompermos com o imperialismo, se pararmos de pagar juros das dívidas, a quanto poderia ir o salário? A quanto poderia ir a aposentadoria?", questionou.



PRÓXIMOS ATOS
Durante as próximas semanas, haverá atos de lançamento em outras capitais: Rio de Janeiro (17/11), Porto Alegre (20), Belém (25), Fortaleza (26), Recife (27), e Belo Horizonte (11/12).

O ato em São Paulo teve transmissão online. O ato do Rio de Janeiro, a partir das 19h, também será transmitido pelo site do partido (www.pstu.org.br). Além disso, o PSTU preparou um jornal especial, com 20 páginas, apresentando o perfil operário e socialista da pré-candidatura e a biografia de Zé Maria, desde as greves do ABC.




terça-feira, 10 de novembro de 2009



Pré-candidatura de Zé Maria será lançada nesta sexta-feira




• O PSTU lança publicamente o nome de José Maria de Almeida, o Zé Maria, como alternativa para as eleições de 2010. O lançamento da pré-candidatura será realizado com um ato nacional, nesta sexta, 13, em São Paulo, e com atos regionais, no Rio de Janeiro, Fortaleza, Belém, Recife, Porto Alegre e Belo Horizonte.

O ato em São Paulo ocorre a partir das 19h, na Quadra dos Bancários, na Rua Tabatinguera, 192, ao lado do metrô Sé (saída Poupatempo). O próximo ato será no Rio de Janeiro, na terça, dia 17 de novembro, às 19h, na Faculdade Nacional de Direito da UFRJ, ao lado do Campo de Santana.

Zé Maria é presidente nacional do PSTU e foi candidato a presidente pelo partido em 1998 e em 2002, quando recebeu mais de 400 mil votos. Sua trajetória está ligada às lutas da classe operária, tendo iniciado sua militância como uma das lideranças das greves do ABC, no final dos anos 70. É um dos principais dirigentes dos trabalhadores brasileiros, tendo participado ativamente das principais lutas das últimas décadas, sendo hoje um dos coordenadores da Conlutas.


UMA ALTERNATIVA OPERÁRIA E SOCIALISTA
É preciso construir uma alternativa distinta à mesma polarização de sempre entre governo e oposição de direita. E o novo é a pré-candidatura de um operário socialista, Zé Maria.

O governo Lula, apesar de ser apoiado pela maioria dos trabalhadores, governa para grandes empresas multinacionais e bancos. É por isso que a situação social dos trabalhadores é cada vez pior. A oposição de direita (PSDB e DEM) não merece nenhuma confiança, são os mesmos representantes diretos da grande burguesia. Dilma Roussef e Serra vão defender a continuidade do que vivemos hoje.

Marina Silva aparece como algo novo, mas defende a continuidade da situação atual. Não propõe a ruptura com o imperialismo nem com o modelo neoliberal. Defende a ecologia, mas enquanto era ministra do meio ambiente, ocorreram os dois maiores retrocessos ecológicos das últimas décadas: a liberação dos transgênicos e o início das obras da transposição do rio São Francisco. Além disso, avançou rápidamente o desmatamento da Amazonia.

Como alternativa a Dilma, Serra e Marina, nós propomos a pré-candidatura de Zé Maria, um operário que teve a mesma origem de Lula, nas greves do ABC. Não por acaso, estiveram presos juntos, na greve de 1980. Mas Zé Maria se manteve todos estes anos na luta e não se vendeu. Continua nos piquetes de greve, enquanto os petistas governam para o capital.

Zé Maria vai defender nas eleições um programa socialista. É preciso romper com o imperialismo, expropriar as multinacionais e os bancos para conseguir salários, empregos, saúde e educação gratuitos e de qualidade.

Seguimos propondo ao PSOL e ao PCB uma frente socialista e classista na eleição. Mas, até agora o PSOL não assumiu um programa socialista e segue defendendo coligações com partidos burgueses, no Rio Grande do Sul e no Amapá. Pior, Heloísa Helena renunciou à candidatura presidencial e o PSOL nesse momento discute o apoio à Marina Silva.

Caso o PSOL mude seus rumos, seguiremos dispostos a formar uma frente. Caso não o faça, chamamos a todos os ativistas socialistas que estejam contra Dilma, Serra e Marina a discutir conosco a candidatura de Zé Maria.

É preciso unir todos os ativistas das lutas operárias, populares e estudantis que estejam dispostos a defender um programa classista e socialista para as eleições de 2010. E nós apresentamos uma alternativa: a pré-candidatura de Zé Maria.


Fonte: www.pstu.org.br