quarta-feira, 21 de outubro de 2009

População de Sarandi mais uma vez toma as ruas da cidade
e avança na luta contra a vinda do lixo e pela reestatização!

            Mais uma vez a população de Sarandi ocupou as ruas e a Prefeitura para protestar contra a vinda de mais de 300 toneladas de Maringá, por conta de licitação do Prefeito Silvio Barros II (PP) para nossa cidade, depois que o IAP (Governo Requião-PMDB) autorizou a Pajoan a receber 500 toneladas de lixo por dia.
            Após o ato ocorrido no IAP (duas semanas atrás) uma grande manifestação composta principalmente por estudantes e aposentados (cerca de 500 pessoas), ocuparam as ruas da cidade e dirigiram-se à prefeitura do município para cobrar do prefeito uma posição definitiva contra a vinda do lixo.


Ato termina na prefeitura
            Caminhando pelas principais ruas da cidade e gritando palavras de ordem como “assim não pode, assim não dá, Sarandi não é lixão de Maringá”, e após o fechamento por mais de 30 minutos da rodovia que corta a cidade (Colombo), os manifestantes dirigiram-se à prefeitura e conseguiram “arrancar” do prefeito um documento que notifica a empresa privada Pajoan, ganhadora da licitação em Maringá, para suspender o recebimento do lixo vindo de Maringá para o Aterro Sanitário de Sarandi, até quem sejam cumpridas todas as exigências ambientais.


A luta não para por aí
            Como sabemos, essa batalha não termina por aqui. Para que seja dado cabo finalmente dessa situação, o Comitê de Lutas está finalizando a coleta de assinaturas do Projeto de Lei de Iniciativa Popular que propõe a reestatização do aterro da cidade. Vale lembrar, que toda essa confusão só foi possível graças à privatização do aterro de Sarandi na gestão anterior (Cido Spada – PT). Após o ato, o Comitê de Lutas agendou mais uma reunião, dessa vez para avaliar o ato e dar continuidade a essa luta.

Grêmio Estudantil na luta!
            O Grêmio Estudantil do Colégio Panorama, que também constrói a Assembléia Nacional dos Estudantes – Livre (ANEL) cumpriu um papel determinante na construção desse ato e foi seu principal impulsionador.



PSTU junto na luta contra a vinda do lixo
Desde quando saiu a primeira notícia de que o lixo de Maringá viria para Sarandi, o PSTU (das duas cidades vizinhas) colocou toda a sua militância na luta contra a vinda do lixo e defendeu, desde aquele instante a REESTATIZAÇÃO da coleta, do tratamento e destinação do lixo como forma de resolver definitivamente o problema. Para isso, participa e impulsiona o Comitê de Lutas em Defesa de Sarandi, através da intervenção direta do presidente do PSTU em Sarandi, Rodrigo Tomazini, do advogado e presidente do PSTU de Maringá, Avanilson Araújo e do dirigente do Movimento dos Trabalhadores por Moradia, Claudio Timossi, sempre presentes no cotidiano das lutas da cidade, junto com todos nossos militantes, levantando a bandeira da defesa do povo trabalhador de Sarandi.


PSTU – Revolucionário e Socialista!


quarta-feira, 30 de setembro de 2009

REPRESSÃO AOS ESTUDANTES DA UEL

Hoje, dia 29 de setembro de 2009, 05 estudantes, lutando contra o corte do fornecimento de água no prédio que ocupam desde de maio de 2009 - em virtude de terem sido excluídos no processo de seleção para a nova moradia instalada no Campus - foram presos e espancados pela polícia estadual do Paraná, um deles necessitando, inclusive, ser hospitalizado. A ordem de corte da água veio do Reitor da UEL que vem progressivamente criminalizando o movimento estudantil e levando a Universidade, continuamente, às páginas policiais locais e nacionais.


Cerca de 30 estudantes que não têm condições de arcar com os altíssimos custos dos aluguéis em Londrina, permanecem ocupando o hotel alugado pela Universidade a fim de atender, emergencialmente, aos estudantes, enquanto era construída a moradia estudantil no Campus. O processo e seleção, entretanto, não garantiu vaga para todos aqueles que habitavam a antiga moradia. Em luta por condições de permanência no ensino superior, os estudantes recusaram-se a sair do hotel, enfrentando, desde então, o autoritarismo e a truculência do Reitor Vilmar Marçal que recusa-se a reconhecer o DCE eleito, e os representantes eleitos pelos estudantes para o CA e o CU.

Veja abaixo a violência impetrada contra estudantes universitários que lutavam para que a água da casa não fose cortada. Destaca-se que existem mães com crianças entre os estudantes.

Amanhã será realizado o corte de luz.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

 OS FANTASMAS DA REVISTA VEJA




Em sua última edição, revista volta ao seu tema predileto: atacar a esquerda e afirmar que o socialismo morreu. Quais as causas do ataque?
Diego Cruz

• Que a revista Veja seja o semanário representante da direita mais tosca que existe no país, já não é novidade para ninguém. Surpreende, porém, o nível cada vez mais baixo que a publicação vem atingindo no último período.

A revista, por exemplo, vocifera contra a atualização dos índices de produtividade exigida pelo MST, mesmo que a medida possa atingir uma extrema minoria dos latifundiários. O MST, aliás, que a publicação adora demonizar. Em relação ao golpe de Honduras, Veja não se envergonha em se colocar ao lado dos golpistas que depuseram Zelaya, isolando-se até mesmo entre os seus pares ideológicos. Veja se posta ao lado de representantes folclóricos, como o impagável Olavo de Carvalho e seu colunista preferido, Diogo Mainardi.

Na edição desta semana, a de nº 2132, a revista dedica sua capa a atacar a “intervenção” do Brasil no que seriam “assuntos internos” de Honduras. Critica o “subimperialismo” do governo brasileiro e chega ao cúmulo de comparar o caso com a invasão militar na República Dominicana, em 1965, quando a ditadura enviou tropas ao país caribenho a fim de auxiliar um golpe orquestrado pelos EUA. Curiosamente, a revista não demonstra a mesma curiosidade histórica quando o mesmo governo Lula enviou tropas ao Haiti cinco anos atrás, quando, aí sim, a comparação faria sentido.

Mas uma outra matéria chama atenção nessa mesma edição. Lá pelas tantas, um texto de duas páginas tasca o título “O socialismo não morreu (para eles)”, cuja tentativa parece o de soar irônico. A matéria traz como ilustração uma montagem com representantes de vários partidos de esquerda, vestidos de médicos, ao redor de um Karl Marx deitado numa cama de hospital. E o tom da “matéria” não poderia ser outro. O repórter Fábio Portela tenta desqualificar e ironizar os partidos de esquerda, e para isso vale tudo.

O Padrão Veja
Primeiro, o repórter coloca no mesmo balaio partidos tão diferentes como o PCdoB, PSOL, PSTU, PCB e PCO. Mas para Veja não importa, nem mesmo que um deles componha a base do governo. A matéria tenta impingir uma certa visão fatalista à esquerda. “Apesar de animados, os nossos marxistas não pretendem se esforçar para acelerar a Grande Revolução Vermelha (sic). Acham que basta sentar e esperar, visto que a marcha da história se encarrega de fazer o trabalho pesado”, escreve, mostrando pouco conhecimento do que foi produzido pelo marxismo sobre o funcionamento capitalista, seus limites, e até mesmo as mudanças que o sistema tem adotado, para poder sobreviver às suas contradições fundamentais e manter a taxa de lucro das empresas.

O texto mostra o que Veja entende por jornalismo. A revista recheia a matéria com falas de supostos entrevistados, frases tão desconexas quanto inverossímeis. É desta forma que o presidente do PSTU, José Maria de Almeida, por exemplo, aparece dizendo que: “Ela (a revolução) está chegando, e nós estamos preparados”. Uma frase, evidentemente, absurda. E que não foi dita.

Veja transforma longas entrevistas em frases esparsas, desconexas e sem o menor sentido. Na verdade, as entrevistas e telefonemas não servem para que os partidos expressem seus pontos de vista, o que se poderia imaginar de um jornalismo inteligente ou simplesmente comprometido com o debate de idéias. Não é este o caso. As “entrevistas” servem tão somente para emoldurar as idéias iniciais encomendadas pela revista: os partidos de esquerda são nanicos, a esquerda é lunática, o socialismo morreu. Ataques que fazem parte da pauta permanente da revista, assim como matérias sobre o “primeiro beijo” são publicadas pelas revistas adolescentes a cada seis meses.

O partido da elite
O jornalista Perseu Abramo costumava dizer que a imprensa se comportava como um partido político. E Veja comprova claramente isso. Como qualquer partido, tem lá os seus quadros. O repórter Fábio Portela, um dos editores da revista, por exemplo, é escalado para escrever sobre Hugo Chávez, Venezuela e demais pautas tão caras à direita folclórica. Seus textos, em geral, são recheados de ironias, e chegam ao deboche, como quando chama Ivan Pinheiro, do PCB, de “Ivan, o Terrível”.

A não ser quando decide variar um pouco de pauta, talvez para espairecer, e se põe a escrever sobre o tucano presidenciável Aécio Neves, como na edição do inicio de agosto. O sempre irônico e espirituoso Fábio Portela dá lugar, subitamente, a um respeitoso e comportado repórter. A matéria, sobre as gratificações de desempenho a servidores, implementadas pelo tucano, é recheada de expressões como “espírito público”, “meritocracia”, “resultados expressivos”, entre outras. Sem o menor pingo de ironia.

Panfleto da direita
A imprensa de esquerda, em geral, é criticada e taxada de “panfleto”. Isso porque tem opinião, se coloca claramente em defesa de uma posição e expressa isso sem máscaras de objetividade. O panfleto tem sua função na vida política e tampouco não pode ser desqualificado. Mas a diferença entre um panfleto e um jornal é que, enquanto o panfleto lança algumas poucas ideias a fim de persuadir, o jornal ou uma revista traz informação, parte da apuração dos fatos, análise e dados, ainda que não possa ser imparcial.
Veja, por esse critério, é mais um panfleto que uma revista. E, certamente, não tem nada a ver com jornalismo.

As causas do ódio
Voltando à “matéria” sobre os partidos de esquerda, uma questão se sobressai. Se “os esquerdistas radicais formam um grupo tão curioso quanto inofensivo”, como diz o texto, por que o panfleto travestido de revista com a maior tiragem do país gastaria duas de suas tão valiosas páginas com o tema?

O espaço destinado à “reportagem”, de duas páginas, é o mesmo ocupado pela publicidade de empresas como Ambev, Itaú, Credicard e Santander.

Em seu site, na parte destinada aos anunciantes, Veja divulga que a veiculação de um anúncio de uma página custa R$ 216 mil. Caso o anunciante queira escolher a página, este valor sobe para R$ 280 mil. Não há valores para páginas duplas, logo presume-se que seja a soma de duas páginas.

Assim, duas páginas na Veja custariam algo entre R$ 432 mil e R$ 560 mil. Ou seja, não é algo muito barato, cerca de meio milhão de reais, para que alguém possa se dar o luxo de publicar algo sem relevância. O que preocupa tanto a revista? Seria a volta do debate sobre o marxismo, trazido pela crise econômica mundial? Ou o fato de o socialismo, à luz dessa crise e ao contrário de há alguns anos, voltar a ser pensado e debatido como algo possível?

A pouco mais de um mês do aniversário da queda do muro de Berlim, a revista precisará de muito mais do que ataques infantis como esse para defender sua tese de que o socialismo morreu e de que o outro muro, o de Wall Street, permanece sólido após a maior crise do capitalismo desde 1929.

De qualquer forma, Veja se desmoraliza cada vez mais, escancarando seu verdadeiro caráter. Mostra, a cada dia, o quanto não é indispensável.

UMA LIÇÃO
Editorial do Opinião Socialista Nº 390

• Vivemos uma conjuntura de lutas salariais, provavelmente as mais importantes de todo o ano. Greves metalúrgicas, bancários, trabalhadores dos Correios construção civil, entre outras categorias, estão saindo à luta.

Um elemento que se deve ressaltar é que os trabalhadores, em distintos momentos, apresentaram um grau de radicalização e disposição de luta que não existia nos anos anteriores. Exemplos não faltam: os operários da construção civil de Belém (PA) se enfrentam duramente com a polícia; os metalúrgicos de Taubaté se rebelam contra a direção da CUT e impõem um aumento semelhante ao conquistado pelos metalúrgicos da GM de São José dos Campos (SP).

Por trás dessa radicalização existe uma base real, a piora das condições de vida como resultado da crise. O salário está ruim, o trabalhador tem que trabalhar por si e por seu colega que foi demitido. O resultado é um ritmo infernal na linha de produção. As doenças do trabalho se proliferam, atingindo seus colegas de trabalho e agora você.

Trata-se do preço que está sendo pago pelos trabalhadores pela crise. A recuperação parcial que ocorre neste momento só é possível devido às condições de vida dos trabalhadores. É natural, então, que a situação dentro das empresas surja nas mobilizações salariais.

Essa bronca vai continuar, mesmo depois das greves atuais. Mas vale a pena pensar na situação nacional como um todo e ver se tiramos uma lição de tudo isso. Foi divulgada uma pesquisa de opinião que indica que o governo Lula tem o apoio de 84% dos que ganham até dois salários mínimos.

Isso significa que, mesmo com toda essa bronca, os trabalhadores não culpam o governo pela situação, mas as empresas. É muito importante que os trabalhadores entendam que o patrão é seu inimigo, porque isso é uma parte da verdade. Mas a outra é que existe uma política econômica sendo aplicada no país pelo governo Lula.

Nessas campanhas salariais ocorreram várias rebeliões de bases contra a CUT, a Força Sindical e a CTB, passando por cima dessas direções. É também muito importante que os trabalhadores façam sua experiência com o peleguismo da CUT e Força Sindical e CTB. Mas é necessário entender que essas centrais têm uma direção que é Lula. O governo mandou esses dirigentes acabarem com a greve dos Correios, e eles acabaram.

É necessário que existam muitas rebeliões de base contra o governo. É preciso que se aprenda uma lição da crise e da recuperação atual: o governo esteve, está e estará ao lado dos patrões, fazendo com que os trabalhadores paguem a conta. A política econômica do governo é a defesa dos interesses dos bancos e multinacionais.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Greve dos metalúrgicos da Volkswagen e Ford de Taubaté é suspensa após negociações com as montadoras

 
 
Os cerca de 6.700 trabalhadores de fábricas da Volkswagen e da Ford em Taubaté, no interior de São Paulo, aceitaram suspender a greve desta quarta-feira, após as montadoras terem se prontificado a apresentar na semana que vem nova proposta de acordo salarial.
Assim, as atividades devem ser retomadas na quinta-feira, de acordo o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté, filiado à CUT (Central Única dos Trabalhadores).
Os metalúrgicos declararam greve por tempo indeterminado nesta quarta-feira, em busca de uma renegociação de acordo salarial acertado na semana passada.
Segundo o sindicato, após ter sido fechado na semana passada um índice de reajuste com as montadoras de 6,53%, mais abono de R$ 1.500, os trabalhadores decidiram rejeitar o acordo.
Em assembleia no final da tarde, os trabalhadores votaram pela suspensão da greve, após as montadoras afirmarem o compromisso de reabrir negociações a partir da semana que vem se as atividades fossem retomadas já na quinta-feira.
A decisão pela paralisação ocorreu após metalúrgicos da General Motors da região de São Jose dos Campos (SP) terem conseguido aumento salarial de 8,3% e abono de R$ 1.950 via intermediação do Tribunal Regional do Trabalho.
A fábrica da Volkswagen em Taubaté, que emprega 5.200 trabalhadores, produz os modelos Voyage, Gol e Parati a um ritmo diário de cerca de 1.050 unidades, segundo o sindicato.
A fábrica da Ford, que tem cerca de 1.500 funcionários, é dedicada à produção de motores e transmissão, informou a entidade.
No Paraná, a greve na fábrica da Volkswagen-Audi segue desde 3 de setembro. Segundo o Sindicato de Metalúrgicos da Grande Curitiba, filiado à Força Sindical, cerca de 14 mil carros já deixaram de ser fabricados com a paralisação.
Um dos pontos de discórdia é o índice de reajuste. Enquanto os 3.500 funcionários da unidade exigem aumento de 10%, a proposta mais recente da montadora é de 7,57%.
Fonte: Folha onlaine: da Reuters

Em São Paulo acaba a greve dos trabalhadores dos Correios após manobra realizada pela CTB

 
 
Pelegos ignoraram decisão de manter a greve e declararam a greve encerrada. Deixaram a Praça da Sé escoltada
Na sexta-feira, dia 18, o presidente Lula deu seu recado aos sindicalistas governistas, exigindo “coragem” para acabar com a greve. No mesmo dia, os sindicalistas da CTB no Rio de Janeiro cumpriram a ordem do presidente. O sindicato de São Paulo demorou um pouco mais, mas, nesta quinta-feira, repetiu as manobras feitas no Rio de Janeiro e em outros lugares, como Mato Grosso do Sul, e declararam a greve simplesmente "encerrada".
A assembléia foi um ataque à democracia e um desrespeito com a categoria, que lotou a praça da Sé em cada um dos nove dias de greve. Primeiro, a CTB chamou o advogado do sindicato, para que este apresentasse os perigos de continuar com a greve. Foi uma preparação para o que viria depois, uma tentativa de estabelecer o medo de punições entre os trabalhadores.
Depois, os dirigentes do sindicato, que fizeram discursos inflamados durante vários dias, deixaram cair sua última máscara e mostraram que também são aprendizes de feiticeiros. Defenderam a proposta inicial da empresa, de acordo de dois anos, com 9% de reajuste nesse período, que os trabalhadores haviam rejeitado diversas vezes. Para isso, chegaram a mentir aos trabalhadores, garantindo que se aprovassem, não haveria o desconto dos dias parados. Algo que não foi dito nem pela empresa nem pelo governo. Ao contrário, o próprio Lula, em seu recado, havia ameaçado com o corte do ponto.
“Na hora em que começar a descontar o dia, as pessoas vão perceber que às vezes, no sonho de querer tudo, termina não tendo nada” disse Lula, sobre a greve dos Correios.

Pelego, pelego!
Mesmo com a pressão, os trabalhadores mostraram que têm coragem para seguir lutando. A maioria levantou os braços, aprovando a continuidade da greve, pelo acordo anual e pelo aumento de R$ 300, defendida no carro de som pelo representante da Oposição Nacional Conlutas, Geraldinho Rodrigues.
Mesmo com cerca de 60% aprovando a continuidade da greve, os dois dirigentes do sindicato declararam a greve encerrada e desligaram o carro de som. A reação dos trabalhadores foi imediata: uma chuva de vaias e protestos. Os mais calmos chamavam os sindicalistas de pelegos. Os mais exaltados, gritavam todo tipo de palavrão para mostrar sua revolta. Alguns trabalhadores, de setores onde a CTB dirige, se revoltaram e partiram pra cima dos pelegos. O principal dirigente do sindicato levou um murro no rosto, assim que desceu do carro de som, e os traidores tiveram de deixar a Praça da Sé escoltada por seguranças.
Para Geraldinho Rodrigues, “O PCdoB desmontou a greve, mesmo quando havia forte disposição para seguir adiante. Repetiu o que a CUT fez com os metalúrgicos do ABC, aceitando o acordo rebaixado sem lutar. No final, mostraram mais uma vez que são agentes do governo”.
Ao final, um grupo de trabalhadores se reuniu com a Oposição Conlutas, para avaliar a assembléia e discutir a melhor forma de denunciar o que havia ocorrido para os demais trabalhadores. O clima de revolta com o sindicato era grande entre todos. “A traição da CTB foi vergonhosa. Quem estava na assembléia, saiu revoltado. Além de lutar contra a direção da empresa, que quer privatizar os Correios, temos de construir uma forte oposição, que derrote essa burocracia traidora, que obedece ao governo”, afirma Geraldinho.
Ainda nesta quinta-feira, o sindicato de Rondônia também aprovou o acordo com a empresa. Nesta sexta-feira, outros sindicatos, como os de Brasília, Campinas e Pernambuco, avaliam se permanecem em greve.
Gustavo Sixel