terça-feira, 27 de março de 2012

Via PSTU Curitiba: SANEPAR: aumenta lucro à custa do aumento da tarifa para os trabalhadores

Avanilson Araújo[1]

A imprensa divulgou esta semana (23.03.12) que a SANEPAR teve um crescimento em seu lucro de 83%, faturando em 2011 o valor de R$ 249 milhões. Segundo, a própria imprensa este lucro teria sido o resultado do aumento das tarifas, a um programa de contenção de gastos e à volta do bom relacionamento com os demais acionistas.

De fato a análise tem certa razão, afinal, em pouco mais de quatorze meses de governo, Beto Richa (PSDB) aumentou a tarifa de água e esgoto em mais de 32%, atingindo em cheio o bolso, de todos, mas principalmente dos trabalhadores que não tiveram sequer de longe índices parecidos em seus salários.
Outro elemento apontado pela avaliação da imprensa ao mesmo tempo em que conteve gastos, melhorou o relacionamento com os demais acionistas. Sem dúvida, as duas afirmações procedem, já que para aumentar o lucro da empresa e repartir com os acionistas (proprietários privados de parte do capital da empresa pública), houve um recuo nos investimentos da Sanepar que, juntamente com o corte de gastos e aumento da tarifa, proporcionaram para estes acionistas um lucro recorde no último período.
Mas, afinal, para que deveria servir uma empresa pública que presta um serviço fundamental para a população como a água e o esgoto?
Para o Governo do PSDB não há qualquer dúvida. O objetivo da empresa deve ser assegurar um alto lucro para os acionistas privados em contrariedade ao direito da população trabalhadora a um serviço de qualidade.
Hoje para se ter uma idéia somente 63,2% dos domicílios no Estado possui rede de esgoto, enquanto a tarifa mínima que será cobrada a partir de abril saltou de R$ 18,97 para R$ 22,10. Ou seja, enquanto pagamos uma tarifa mais cara que ataca diretamente nossos salários, o governo do estado repassa para os proprietários privados de ações da Sanepar o valor de R$ 249 milhões de reais.
Recentemente, tivemos o aumento da passagem de ônibus metropolitano em Curitiba, no final do ano passado o tarifaço do Detran (mais de 270% de aumento) e agora o aumento da tarifa de água e esgoto que acumula em menos de um ano e meio de governo um percentual superior a 32%.
Durante as eleições de 2010 alertávamos o que governo do PSDB significaria para a classe trabalhadora: aumento do custo de vida, o repasse do lucro para os sócios privados do Estado, a transferência de serviços públicos fundamentais para o setor privado cobrar e obter lucro, o que na prática significaria uma piora nos serviços públicos. Os recentes aumentos das tarifas e a proposta de privatização de estradas e serviços de saúde estão aí para debatermos de que lado está este governo.
Enquanto faz todo um discurso de que essa política é para beneficiar a sociedade o que percebemos é que o Estado do Paraná passa cada vez mais a ser governado para o interesse direto dos grandes investidores e empresários.
É preciso defender a imediata suspensão da cobrança destas taxas abusivas, do Detran e da tarifa de água e esgoto, além de abrirmos uma séria discussão sobre a necessidade de estatização da Sanepar, para que a  empresa volte a ser de fato pública e seja colocada a serviço da população, para aumentar o serviço prestado, cobrindo 100% da rede de esgoto e baratear a tarifa que hoje é cobrada.

[1] Dirigente estadual do PSTU-PR, advogado e mestre em Ciências Socias – UEL. 

http://pstucuritiba.blogspot.com.br

sexta-feira, 16 de março de 2012

Nota do PSTU sobre o falecimento de Virgílio de Almeida, histórico militante do PCB


Car@s Companheir@s

O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado – PSTU, manifesta sua solidariedade e pesar com o falecimento do Professor Virgílio de Almeida, histórico militante do PCB e atual diretor do SESDUEM – Seção Sindical dos Docentes da UEM /ANDES-SN.

Apesar da pouca convivência conjunta de nosso partido em Maringá com Virgílio, sabemos o quanto fará falta sua atuação e presença no movimento docente da UEM neste momento de enfrentamento com o Governo.

A universidade perde um professor de um estimado valor intelectual. A esquerda brasileira perde um militante que dedicou sua vida ao comunismo.

Companheiro Virgílio presente!

sexta-feira, 9 de março de 2012

Paralisação nas Universidades Estaduais do Paraná atinge 95% das aulas

Neste dia 7, professores e estudantes paralisaram suas atividades e foram às ruas de Curitiba e do interior do Paraná, em uma manifestação não vista há muito tempo nas Universidades do estado.
Desde que assumiu o Governo, Beto Richa/PSDB, promove ataques intensos as IEES do Estado, em um claro desmonte do ensino público. Somente no ano passado, 38% do orçamento geral foram cortados. No início deste ano, o ataque veio através de um decreto que prevê o fim da autonomia universitária (meta 4). Aliado aos ataques, as FGs dos reitores foram aumentados em 128%, mostrando que o lado do governo não é o mesmo de alunos, professores e técnicos. 

Um claro projeto de privatização e sucateamento das Universidades Públicas se avizinha no Paraná. Na Universidade Estadual de Maringá, as “bolsas trabalho” foram pagas com atraso no mês de fevereiro. Motoristas e professores são obrigados a pagar suas diárias de viagens do próprio bolso por falta de custeio. Em outras universidades, a situação é até pior, existindo situações onde 60% dos trabalhos são executados por bolsistas. Na UNICENTRO, políticas de assistência estudantil são praticamente inexistentes. 

A situação obrigou professores e estudantes a saírem às ruas e mostrar sua indignação.
Ontem tivemos um dia vitorioso no estado. Cerca de 700 pessoas foram à Curitiba e marcharam até o Palácio do Iguaçu em um animado ato. Em Londrina, professores e técnicos trancaram os portões da UEL, deixando funcionar apenas os serviços essenciais. Na UEM uma assembleia com mais de 300 professores marcou o período da manhã e no final da tarde uma passeata com cerca de 200 estudantes marcou o final do dia de manifestações. Assembleias e atos foram realizados em demais cidades do estado, mostrando a força do movimento. 


CSP-CONLUTAS e ANEL presente nas Lutas!

Parte importante dos sindicatos que convocaram a paralisação são ligados ao ANDES-SN e participam da CSP-CONLUTAS. Em contraposição aos sindicatos mistos, o ANDES-SN sai na frente das mobilizações estaduais e já conseguem vitórias parciais. 

Nas entidades estudantis (DCE’s e CA’s) onde a ANEL está presente não foi diferente. A juventude mostrou que está disposta a lutar, puxando assembleias de curso e impulsionando as manifestações em locais importantes do estado.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Quem LUTA não está sozinho,

 SOMOS TODOS PINHEIRINHO !!!

Como parte da campanha de solidariedade ao Pinheirinho, será feito nesta quinta feira um ato no calçadão de Londrina, somando-se ao ato nacional que ocorrerá em São José dos Campos para dizer não a brutalidade e truculência do Governo do estado de São Paulo e exigir a imediata desapropriação do terreno.

 O ato juntará juventude e trabalhadores que se indignaram com tamanha injustiça contra os moradores do bairro, que lá estavam a 8 anos construindo suas vidas e lutando por seus direitos. O Pinheirinho é um exemplo daquilo que acontece diariamente nas favelas do Rio de Janeiro, nas diversas ocupações de terras, com os quilombolas e outros movimentos sociais país a fora. Infelizmente é assim que são tratados os lutadores no Brasil, onde um problema social de habitação, como no caso do pinheirinho, é tratado com tiros de balas de borracha,armas de fogo, bombas de gás lacrimogêneo, e cassetetes à vontade.

 Ao contrário daqueles que pensam que o pinheirinho foi derrotado, somos aqueles que acreditamos que “temos em nós todos os sonhos do mundo” e que “quando morar é um privilégio, ocupar é um direito”. Temos o sonho e a certeza de que os trabalhadores não vão abaixar suas cabeças, nem ao PSDB de Alckmin e Cury, nem para seus comparsas como Naji Nahas que é “dono do terreno”.

 Nosso sonho e nossa luta é pra que tenhamos muitos Pinheirinhos pelo Brasil, pois nossa bandeira ficou ainda mais vermelha com o sangue de nossos companheiros, que apesar de muito tristes com as mortes, feridos e o descaso com as famílias, estamos imensamente convencidos de que a luta dos trabalhadores e dos povos oprimidos triunfarão sobre tanta tirania e injustiça.

TODO APOIO AOS MORADORES DO PINHEIRINHO !!!

Todos ao ato de solidariedade ao pinheirinho no calçadão de Londrina!!!

data: 02/02/2012
horário: 12:00h

PSTU - Londrina

sábado, 28 de janeiro de 2012

O assassino Alckmin ensaia um recuo parcial

DIREÇÃO NACIONAL DO PSTU


O governo Alckmin está sofrendo um desgaste muito maior do que imaginava por seu ataque assassino contra os moradores do Pinheirinho. Neste momento, uma onda de indignação comove o país com as imagens da violência policial contra os moradores e a derrubada de suas casas. A truculência da polícia de Alckmin se soma à absoluta falta de proposta de encaminhamento para os moradores desalojados. O ataque da polícia foi minuciosamente planejado, mas o governo não tinha nenhum plano sobre o que fazer com duas mil famílias sem-teto.

O movimento de repúdio se espalhou em atos contra o PSDB em todo o país. Neles, uma ampla unidade de ação se expressou, incluindo entidades de todas as colorações políticas, juristas, intelectuais, artistas. Vídeos da violência policial correm o mundo. Uma dupla de cineastas, ao receber um prêmio do governo de estado, leu um manifesto de repúdio à ação da polícia, demonstrando enorme coragem. Juristas fizeram manifesto de denuncia à OEA. Uma relatora da ONU para habitação repudiou o despejo.

Seguramente o PSDB deve estar vendo o desgaste nas pesquisas de opinião, e que as coisas não evoluíram como previam. Então, os assassinos Alckmin e o prefeito Eduardo Cury anunciaram um plano de emergência habitacional para São José dos Campos (SP) em que prometem 5000 moradias, incluindo 1100 apartamentos para os moradores do Pinheirinho, além do aluguel social de R$ 500 por seis meses.

Trata-se de um recuo parcial do governo Alckmin. Os apartamentos seriam construídos em 18 meses em terrenos bem distantes- Putin e Alto de Santana- e em número insuficiente para abrigar os desalojados. Além disso, querem manter o controle policial de tudo, mantendo a repressão sobre o movimento. No momento do anúncio de Alckmin, os moradores desalojados continuavam confinados em locais sob a mira de policiais com escopetas. Os assassinos do PSDB querem evitar a carapuça de barbárie social que já está sobre suas cabeças.

Os moradores exigem que todos os desalojados sejam incorporados e que as casas sejam construídas no terreno do Pinheirinho. Querem também que seja o próprio movimento do Pinheirinho que controle todo esse processo. Que sejam punidos os responsáveis pela repressão brutal ocorrida, e se investigue a situação dos feridos e desaparecidos no confronto.

Dilma: desaproprie o terreno do Pinheirinho
Enquanto isso, a presidenta Dilma Roussef declarava em Porto Alegre que a ação do PSDB em São José foi uma “barbárie”. Era uma resposta à mobilização em repúdio contra a violência policial no Pinheirinho que esteve presente em todo o Fórum Social Mundial que se realiza nessa cidade, inclusive em frente ao hotel em que ela se hospedava.

Infelizmente, logo depois disse, segundo a imprensa, que: “apesar de discordar do que ocorreu, o governo federal não tem muito o que fazer, pois respeita as demais autoridades – no caso, o governo de São Paulo e a prefeitura de São José dos Campos, ambos comandados pelo PSDB, e a Justiça paulista.”

A maioria dos trabalhadores do país, inclusive dos moradores do Pinheirinho, votou em Dilma para presidente na esperança de ter um aliado no poder. Hoje Dilma é presidente e dispõe de duas enormes forças em suas mãos. A primeira é o poder de Estado, superior ao de qualquer governador e prefeito do país. A segunda é o apoio popular que segue sendo muito grande no término de seu primeiro ano de mandato.

O governador Alckmin e o prefeito Eduardo Cury agiram em claro apoio ao bandido Naji Nahas, impondo a “barbárie” no Pinheirinho. Os moradores do Pinheirinho esperam uma resposta do governo Dilma que deveria se traduzir numa ação clara: a desapropriação do terreno para resolver o problema social das famílias desalojadas.

A presidente tem o instrumento jurídico para tomar essa iniciativa, que é a desapropriação. O governo possuiu esta prerrogativa declarando-as áreas de interesse social. Tem, inclusive, argumentos claros porque a empresa de Nahas, proprietária do terreno, deve R$ 16 milhões só de impostos. Seus credores hoje são os governos. Na verdade, Nahas grilou esse terreno, e até mesmo essa “propriedade” é fraudulenta.

A desapropriação só desagradaria os ricos e poderosos, mas teria um enorme apoio popular, não só em São José dos Campos, mas em todo o país. Portanto, acreditamos que basta vontade política para realizar a desapropriação. Não se pode manter “respeitar” o assassino Alckmin, depois do que foi feito. Não é possível deixar a direita agir impunemente e apenas fazer declarações. É um precedente que não podemos permitir.

Esperamos que seja esse o sentido das declarações de representantes do Ministério das Cidades que na próxima semana verificarão áreas de São José que não tenham utilidade pública e pertençam à União, e que poderão ser destinadas aos ex-moradores da comunidade Pinheirinho.