DIREÇÃO NACIONAL DO PSTU
O governo Alckmin está sofrendo um desgaste muito maior do que imaginava por seu ataque assassino contra os moradores do Pinheirinho. Neste momento, uma onda de indignação comove o país com as imagens da violência policial contra os moradores e a derrubada de suas casas. A truculência da polícia de Alckmin se soma à absoluta falta de proposta de encaminhamento para os moradores desalojados. O ataque da polícia foi minuciosamente planejado, mas o governo não tinha nenhum plano sobre o que fazer com duas mil famílias sem-teto.
O movimento de repúdio se espalhou em atos contra o PSDB em todo o país. Neles, uma ampla unidade de ação se expressou, incluindo entidades de todas as colorações políticas, juristas, intelectuais, artistas. Vídeos da violência policial correm o mundo. Uma dupla de cineastas, ao receber um prêmio do governo de estado, leu um manifesto de repúdio à ação da polícia, demonstrando enorme coragem. Juristas fizeram manifesto de denuncia à OEA. Uma relatora da ONU para habitação repudiou o despejo.
Seguramente o PSDB deve estar vendo o desgaste nas pesquisas de opinião, e que as coisas não evoluíram como previam. Então, os assassinos Alckmin e o prefeito Eduardo Cury anunciaram um plano de emergência habitacional para São José dos Campos (SP) em que prometem 5000 moradias, incluindo 1100 apartamentos para os moradores do Pinheirinho, além do aluguel social de R$ 500 por seis meses.
Trata-se de um recuo parcial do governo Alckmin. Os apartamentos seriam construídos em 18 meses em terrenos bem distantes- Putin e Alto de Santana- e em número insuficiente para abrigar os desalojados. Além disso, querem manter o controle policial de tudo, mantendo a repressão sobre o movimento. No momento do anúncio de Alckmin, os moradores desalojados continuavam confinados em locais sob a mira de policiais com escopetas. Os assassinos do PSDB querem evitar a carapuça de barbárie social que já está sobre suas cabeças.
Os moradores exigem que todos os desalojados sejam incorporados e que as casas sejam construídas no terreno do Pinheirinho. Querem também que seja o próprio movimento do Pinheirinho que controle todo esse processo. Que sejam punidos os responsáveis pela repressão brutal ocorrida, e se investigue a situação dos feridos e desaparecidos no confronto.
Dilma: desaproprie o terreno do Pinheirinho
Enquanto isso, a presidenta Dilma Roussef declarava em Porto Alegre que a ação do PSDB em São José foi uma “barbárie”. Era uma resposta à mobilização em repúdio contra a violência policial no Pinheirinho que esteve presente em todo o Fórum Social Mundial que se realiza nessa cidade, inclusive em frente ao hotel em que ela se hospedava.
Infelizmente, logo depois disse, segundo a imprensa, que: “apesar de discordar do que ocorreu, o governo federal não tem muito o que fazer, pois respeita as demais autoridades – no caso, o governo de São Paulo e a prefeitura de São José dos Campos, ambos comandados pelo PSDB, e a Justiça paulista.”
A maioria dos trabalhadores do país, inclusive dos moradores do Pinheirinho, votou em Dilma para presidente na esperança de ter um aliado no poder. Hoje Dilma é presidente e dispõe de duas enormes forças em suas mãos. A primeira é o poder de Estado, superior ao de qualquer governador e prefeito do país. A segunda é o apoio popular que segue sendo muito grande no término de seu primeiro ano de mandato.
O governador Alckmin e o prefeito Eduardo Cury agiram em claro apoio ao bandido Naji Nahas, impondo a “barbárie” no Pinheirinho. Os moradores do Pinheirinho esperam uma resposta do governo Dilma que deveria se traduzir numa ação clara: a desapropriação do terreno para resolver o problema social das famílias desalojadas.
A presidente tem o instrumento jurídico para tomar essa iniciativa, que é a desapropriação. O governo possuiu esta prerrogativa declarando-as áreas de interesse social. Tem, inclusive, argumentos claros porque a empresa de Nahas, proprietária do terreno, deve R$ 16 milhões só de impostos. Seus credores hoje são os governos. Na verdade, Nahas grilou esse terreno, e até mesmo essa “propriedade” é fraudulenta.
A desapropriação só desagradaria os ricos e poderosos, mas teria um enorme apoio popular, não só em São José dos Campos, mas em todo o país. Portanto, acreditamos que basta vontade política para realizar a desapropriação. Não se pode manter “respeitar” o assassino Alckmin, depois do que foi feito. Não é possível deixar a direita agir impunemente e apenas fazer declarações. É um precedente que não podemos permitir.
Esperamos que seja esse o sentido das declarações de representantes do Ministério das Cidades que na próxima semana verificarão áreas de São José que não tenham utilidade pública e pertençam à União, e que poderão ser destinadas aos ex-moradores da comunidade Pinheirinho.
sábado, 28 de janeiro de 2012
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Ato em defesa do Pinheirinho conta com cerca de 150 pessoas em Maringá
Como parte da campanha nacional em solidariedade à Ocupação do Pinheirinho, hoje, cerca de 150 pessoas marcharam no terminal urbano da cidade, principal ponto de referência dos trabalhadores de Maringá.
O ato contou com a presença de várias entidades, dentre elas a CSP-CONLUTAS, INTERSIDICAL, MST, DCE-UEM, ANEL, Sindicato dos Docentes da UEM (SESDUEM/ANDES) e de diversos partidos políticos, tais como PSTU, PCB, PSOL e PT.
Ato envolveu diversas entidades e partidos políticos.
Nas intervenções políticas, foi denunciada à população de Maringá a violenta desocupação promovida pelo PSDB e pela polícia Militar de São Paulo. “O que está acontecendo em São José dos Campos é um massacre do governo Alkimin sobre a população pobre da cidade. Ali estão trabalhadores que construíram suas casas com o dinheiro de seu trabalho", disse Rodrigo Tomazini, presidente do PSTU de Sarandi.
Já Claudio Timossi, do Movimento dos Trabalhadores por Moradia - MTM, lembrou que o governo Dilma deve agir de maneira efetiva para o desfecho dessa situação e cobrou uma atuação rápida em defesa desses trabalhadores: "Dilma é a presidente do Brasil e tem o dever de se pronunciar imediatamente a favor desses trabalhadores e tomar medidas que resolvam essas situação, como a desapropriação do terreno e imediato repasse aos moradores do Pinheirinho".
Após as falas, os manifestantes saíram em passeata pelo terminal urbano da cidade entoando palavras de ordem como: " O Pinheirinho, pode lutar, que Maringá vai apoiar" e
Manifestantes cantam palavras de ordem em defesa do Pinheirinho
Seguimos atentos a qualquer nova intervenção da Polícia e do Governo tucano de Alkimin sobre a população do Pinheirinho e dispostos a lutar ainda mais para que os moradores do Pinheirinho saiam vitoriosos e o terreno da massa falida Selecta seja desapropriado pelo governo e devolvido aos seus moradores.
* Pela imediata desapropriação do Pinheirinho;
* Por um imediato programa habitacional aos moradores do Pinheirinho;
* Por uma abertura de investigação sobre todos os desaparecidos do pinheirinho;
O ato contou com a presença de várias entidades, dentre elas a CSP-CONLUTAS, INTERSIDICAL, MST, DCE-UEM, ANEL, Sindicato dos Docentes da UEM (SESDUEM/ANDES) e de diversos partidos políticos, tais como PSTU, PCB, PSOL e PT.
Ato envolveu diversas entidades e partidos políticos.
Nas intervenções políticas, foi denunciada à população de Maringá a violenta desocupação promovida pelo PSDB e pela polícia Militar de São Paulo. “O que está acontecendo em São José dos Campos é um massacre do governo Alkimin sobre a população pobre da cidade. Ali estão trabalhadores que construíram suas casas com o dinheiro de seu trabalho", disse Rodrigo Tomazini, presidente do PSTU de Sarandi.
Já Claudio Timossi, do Movimento dos Trabalhadores por Moradia - MTM, lembrou que o governo Dilma deve agir de maneira efetiva para o desfecho dessa situação e cobrou uma atuação rápida em defesa desses trabalhadores: "Dilma é a presidente do Brasil e tem o dever de se pronunciar imediatamente a favor desses trabalhadores e tomar medidas que resolvam essas situação, como a desapropriação do terreno e imediato repasse aos moradores do Pinheirinho".
Após as falas, os manifestantes saíram em passeata pelo terminal urbano da cidade entoando palavras de ordem como: " O Pinheirinho, pode lutar, que Maringá vai apoiar" e
Manifestantes cantam palavras de ordem em defesa do Pinheirinho
Seguimos atentos a qualquer nova intervenção da Polícia e do Governo tucano de Alkimin sobre a população do Pinheirinho e dispostos a lutar ainda mais para que os moradores do Pinheirinho saiam vitoriosos e o terreno da massa falida Selecta seja desapropriado pelo governo e devolvido aos seus moradores.
* Pela imediata desapropriação do Pinheirinho;
* Por um imediato programa habitacional aos moradores do Pinheirinho;
* Por uma abertura de investigação sobre todos os desaparecidos do pinheirinho;
Alckmin suja as mãos de sangue: PM massacra moradores do Pinheirinho
É preciso intensificar as ações de solidariedade e realizar protestos em todo o país. O governo do PSDB deve pagar pelo seu crime! Exigimos do governo federal a desapropriação do terreno.
O massacre que aconteceu no Pinheirinho, neste domingo, dia 22, é de responsabilidade total do governador Geraldo Alckmin. Toda a criminosa decisão foi tomada diretamente pelo governador do PSDB. A ação foi claramente um absurdo jurídico, pois passou por cima da orientação do Tribunal de Justiça Federal que, na última sexta-feira, mandou suspender a desocupação. Mesmo assim, o governo do PSDB jogou a tropa de choque da Polícia Militar para expulsar brutalmente os trabalhadores pobres do Pinheirinho de suas casas.
A prefeitura e o governo do estado se aproveitaram da trégua determinada pela justiça federal para atacar o movimento de surpresa num domingo pela manhã. A invasão ocorreu por volta das 6h da manhã, com helicópteros, blindados, armas de fogo, bombas de gás e pimenta e, no mínimo, 2 mil homens vindos de 33 municípios.
Para o prefeito Cury os pobres não podem morar no Pinheirinho porque a ocupação, que ocorreu há mais de oito anos, fica próxima a bairros de privilegiados da cidade. O PSDB odeia os pobres e protege os ricos!
A prefeitura do PSDB, o governo Alckmin e a PM querem evitar ao máximo a divulgação do número de vítima da desocupação. Querem passar a imagem de uma reintegração “tranquila”. No entanto, o que ocorreu no Pinheirinho foi um massacre apoiado por um gigantesco aparato de segurança, que passou por cima de tudo, até de um mandato judicial federal.
Durante a ação, muitos moradores exibiam seus ferimentos causados pelos disparos de bala de borracha. Há inúmeros relatos de agressão policial contra idosos, mulheres e até deficientes físicos. A polícia reprimiu os moradores de forma indiscriminada. Inúmeras mães denunciam que foram impedidas pela polícia de pegar os próprios filhos dentro da ocupação. “A gente está aqui é para o ver o bagulho ficar louco” , respondeu um soldados aos apelos de uma das mães”.
Dentro das tendas montadas pela prefeitura para abrigar os moradores, a Guarda Civil reprimiu com bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha os moradores, boa parte deles mulheres e crianças, que estavam no local.
A ação militar lembrou a típica política dos governos do PSDB que, diante de graves problemas sociais, jogam suas tropas para massacrar o povo pobre e trabalhador. Foi assim, durante o governo FHC, na ocasião do massacre dos trabalhadores sem terras, em Eldorado dos Carajás (PA), quando 19 trabalhadores rurais morreram. Também foi assim no o massacre de Corumbiara, quando 12 camponeses foram assassinados.
A velha política do PSDB se repete no Pinheirinho e agora o sangue escorre das mãos de Geraldo Alckmin. O prefeito Eduardo Cury, também do PSDB, é responsável por sua negligência criminosa desde o início e recusa em negociar inclusive com o governo federal. A juíza Márcia Loureiro também é responsável, pois foi quem ordenou diretamente o massacre e manteve uma intransigência cruel.
Neste momento, é fundamental que o governo federal da presidente Dilma Rousseff se manifeste e intervenha no conflito. Exigimos do governo federal desaproprie o terreno do bandido Naji Nahas para que as famílias pobres do Pinheirinho possam continuar morando em suas casas. O terreno deve ser dos dos trabalhadores e não de um criminosos condenado por corrupção e lavagem de dinheiro!
Também apelamos para a solidariedade aos moradores do Pinheirinho, que precisam de todo o apoio de todos e todas, sejam ativistas, personalidades, políticos ou artistas. Por isso, apelamos para que as organizações dos trabalhadores convoquem atos e protestos de ruas, em todas as cidades do país, para denunciar o massacre de Geraldo Alckmin. Vamos ocupar a praças e realizar protestos contra a ação criminosa do PSDB.
É preciso intensificar as ações de solidariedade em todo o país. O governo do PSDB deve pagar pelo seu crime!
O massacre que aconteceu no Pinheirinho, neste domingo, dia 22, é de responsabilidade total do governador Geraldo Alckmin. Toda a criminosa decisão foi tomada diretamente pelo governador do PSDB. A ação foi claramente um absurdo jurídico, pois passou por cima da orientação do Tribunal de Justiça Federal que, na última sexta-feira, mandou suspender a desocupação. Mesmo assim, o governo do PSDB jogou a tropa de choque da Polícia Militar para expulsar brutalmente os trabalhadores pobres do Pinheirinho de suas casas.
A prefeitura e o governo do estado se aproveitaram da trégua determinada pela justiça federal para atacar o movimento de surpresa num domingo pela manhã. A invasão ocorreu por volta das 6h da manhã, com helicópteros, blindados, armas de fogo, bombas de gás e pimenta e, no mínimo, 2 mil homens vindos de 33 municípios.
Para o prefeito Cury os pobres não podem morar no Pinheirinho porque a ocupação, que ocorreu há mais de oito anos, fica próxima a bairros de privilegiados da cidade. O PSDB odeia os pobres e protege os ricos!
A prefeitura do PSDB, o governo Alckmin e a PM querem evitar ao máximo a divulgação do número de vítima da desocupação. Querem passar a imagem de uma reintegração “tranquila”. No entanto, o que ocorreu no Pinheirinho foi um massacre apoiado por um gigantesco aparato de segurança, que passou por cima de tudo, até de um mandato judicial federal.
Durante a ação, muitos moradores exibiam seus ferimentos causados pelos disparos de bala de borracha. Há inúmeros relatos de agressão policial contra idosos, mulheres e até deficientes físicos. A polícia reprimiu os moradores de forma indiscriminada. Inúmeras mães denunciam que foram impedidas pela polícia de pegar os próprios filhos dentro da ocupação. “A gente está aqui é para o ver o bagulho ficar louco” , respondeu um soldados aos apelos de uma das mães”.
Dentro das tendas montadas pela prefeitura para abrigar os moradores, a Guarda Civil reprimiu com bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha os moradores, boa parte deles mulheres e crianças, que estavam no local.
A ação militar lembrou a típica política dos governos do PSDB que, diante de graves problemas sociais, jogam suas tropas para massacrar o povo pobre e trabalhador. Foi assim, durante o governo FHC, na ocasião do massacre dos trabalhadores sem terras, em Eldorado dos Carajás (PA), quando 19 trabalhadores rurais morreram. Também foi assim no o massacre de Corumbiara, quando 12 camponeses foram assassinados.
A velha política do PSDB se repete no Pinheirinho e agora o sangue escorre das mãos de Geraldo Alckmin. O prefeito Eduardo Cury, também do PSDB, é responsável por sua negligência criminosa desde o início e recusa em negociar inclusive com o governo federal. A juíza Márcia Loureiro também é responsável, pois foi quem ordenou diretamente o massacre e manteve uma intransigência cruel.
Neste momento, é fundamental que o governo federal da presidente Dilma Rousseff se manifeste e intervenha no conflito. Exigimos do governo federal desaproprie o terreno do bandido Naji Nahas para que as famílias pobres do Pinheirinho possam continuar morando em suas casas. O terreno deve ser dos dos trabalhadores e não de um criminosos condenado por corrupção e lavagem de dinheiro!
Também apelamos para a solidariedade aos moradores do Pinheirinho, que precisam de todo o apoio de todos e todas, sejam ativistas, personalidades, políticos ou artistas. Por isso, apelamos para que as organizações dos trabalhadores convoquem atos e protestos de ruas, em todas as cidades do país, para denunciar o massacre de Geraldo Alckmin. Vamos ocupar a praças e realizar protestos contra a ação criminosa do PSDB.
É preciso intensificar as ações de solidariedade em todo o país. O governo do PSDB deve pagar pelo seu crime!
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
PSDB E PT A FAVOR DAS PPP'S E DA PRIVATIZAÇÃO
Governo do PSDB e oposição do PT votaram a favor das PPP´s que abrem caminho as privatizações no Paraná
Muitos lutadores honestos custam acreditar no que estão vendo, mas é a pura realidade, não se surpreendem com a prática privatista do PSDB de Beto Richa, mas se decepcionam com a mudança de lado do PT.
PSTU de Curitiba
Curitiba, 14 de dezembro de 2011
Nas últimas semanas o governo Beto Richa resolveu demonstrar claramente a que veio, encaminhou inúmeros projetos que visam beneficiar exclusivamente os grandes empresários do Estado. Entre esses projetos estão leis que regulamentam as terceirizações (privatizações) de serviços prestados pelo Estado. Primeiro foi a lei das OS´s (Organizações Sociais de direito privado), agora são as famosas PPP´s (Parcerias Público-Privadas).
A política do governo estadual é clara: de um lado, pretende ampliar o endividamento do Estado para investir em políticas que favorecem apenas grupos empresariais, de outro, quer reduzir os gastos com pessoal, reduzindo a contratação por concursos públicos. Um dos projetos do governo tucano autoriza a contração de três empréstimos, que juntos somam R$ 805,2 milhões. Até 2014 o executivo pretende emprestar dos bancos R$ 1,7 bilhão. Aumentar o endividamento do Estado e reduzir gastos com serviços públicos é a receita tucana.
A postura do governo deixa claro suas intenções. Uma das regras da Polícia Militar do Estado foi alterada, autorizando o Serviço Auxiliar Voluntário na corporação, mecanismo que viabilizará a contratação de aproximadamente 1.500 estagiários que farão serviços administrativos internos com o objetivo de liberar o efetivo para serviços externos de rua. Isso diminui a demanda por concurso público na corporação. Com as OS`s e as PPP´s a lógica será a mesma, apenas os mecanismos político-administrativos serão diferentes.
Os empresários que lucrarão com tais políticas só têm a agradecer ao governo e à “oposição”.
Muitos lutadores honestos custam acreditar no que estão vendo, mas é a pura realidade! Não se surpreendem com a prática privatista do PSDB de Beto Richa, mas se decepcionam com a mudança de lado do PT. Infelizmente, a oposição petista, que vinha se posicionando de maneira correta contra as OS´s, relembrando a histórica luta contra a tentativa de privatização da Copel (Companhia de Energia Elétrica), foi cúmplice do governo tucano.
O projeto das PPP´s foi aprovado por unanimidade, a oposição sinalizou apenas a intenção de incluir algumas emendas. O PT adotou uma postura oportunista nas últimas votações impostas pelo governo estadual, posicionou-se contras as OS´s para se diferenciar e aparecer eleitoralmente enquanto oposição ao PSDB, mas foi cúmplice na aprovação das PPP´s por se tratar de um projeto também defendido e praticado pelo governo federal. Vale lembrar, que o ministro Paulo Bernardo é um grande defensor das PPP´s, ator principal do governo na articulação dessa política na esfera federal.
A verdade é que o governo federal também está avançando nas privatizações, com os mesmos argumentos de Fernando Henrique Cardoso (FHC). O governo Dilma Rousseff entrega os Aeroportos à iniciativa privada da mesma forma que privatizou a Empresa de Correios e Telégrafos, através da criação da Correios S.A.
O próximo passo será a privatização dos HC´s (Hospitais de Clínicas) nas universidades federais. O fato é que o governo já tentou avançar nesse projeto em 2011, e enfrentou forte resistência à privatização dos HC´s nas greves de funcionários, professores e estudantes das universidades federais. Mas é importante registrar: o governo endureceu e não atendeu às reivindicações dessas greves. Para favorecer as exigências do grande capital, optou pelos cortes no orçamento e truculência contra os grevistas.
A única alternativa é lutar
Precisamos retomar as lutas de maneira unitária, política, independente e pela base. É verdade que o PT e a CUT dirigem a maioria da classe trabalhadora brasileira, é verdade que os governos federal e estadual seguem com amplo apoio da população, mas também é verdade que esses projetos privatistas e outros ataques a nossa classe só estão passando sem maiores resistência devido ao papel que essas direções governistas estão cumprindo no movimento. Elas só constroem a unidade quando as lutas políticas não se chocam contra o governo federal ou projetos que também sejam defendidos por ele, como é o caso das PPP´s em âmbito federal e agora estadual.
Apenas uma ampla unidade política, de todos aqueles e aquelas que são contra as privatizações, sejam elas obra dos governos federal ou estadual, poderá reverter as derrotas que tivemos com as PPP´s e OS´s. Mais ataques virão, precisamos organizar o trabalho de base, preparando os trabalhadores para as lutas. É necessário romper com as ilusões nos governos, tais ilusões estão prejudicando e impondo derrotas a nossa classe.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
CONTRA O PROJETO DE LEI DE TERCEIRIZAÇÃO DE BETO RICHA (PSDB)
NOTA ESTADUAL DO PSTU SOBRE OCUPAÇÃO DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO PARANÁ
Em 2010 a população do Paraná votou massivamente em Beto Richa, elegendo o PSDB para o governo do Estado, na expectativa que os graves problemas de saúde, educação, segurança e infraestrutura pudessem mudar e melhorar suas vidas.
Passado um ano de governo as promessas de melhora na vida dos paranaenses ficaram no discurso bonito do jovem Governador. Alertávamos durante a campanha que a eleição de Richa seria a volta da política do grupo de Lerner, agora numa nova roupagem.
Por outro lado, a eleição de Osmar Dias (PDT) significaria, pelas suas relações com grandes empresários e latifundiários, um governo contrário aos interesses da população trabalhadora do Paraná.
Desde a campanha e também em seu discurso de posse, Beto Richa deixou claro que modificaria a forma de governar: faria uma gestão pública de resultado. Isso significava na prática, a introdução de novos mecanismos de gestão, como: a) o aumento da capacidade de endividamento do Estado; b) o estabelecimento de contratos de gestão, para que os setores privados tivessem mais espaço no governo e pudessem “modernizar” a máquina pública.
O resultado desta nova gestão para os trabalhadores
O significado desta nova forma de governar já trouxe alguns resultados na vida dos trabalhadores: a) tarifaço do Detran, com o aumento abusivo e ilegal das taxas pagas pela população; b) orçamento público voltado a aumentar as dívidas do Estado; c) a privatização dos serviços públicos.
A primeira tentativa de privatização foi contra a Copel, depois de muito questionamento o governo recuou. Agora, avançando na verdadeira face do governo do PSDB no Estado, o Governo Beto Richa propôs, sem qualquer discussão democrática com os paranaenses, um projeto de lei sobre as chamadas OS (Organizações Sociais), que na prática significa a possibilidade de privatização de serviços públicos, com o repasse de dinheiro público diretamente para o setor privado, para que estas organizações privadas administrem e executem os serviços que seriam responsabilidade do Estado e que são direito da população trabalhadora.
Todos nós sabemos que os empresários vivem de lucros, que ninguém investe sem a expectativa de obter resultados financeiros. Por isso a lógica de privatizar os serviços públicos em todos os governos, seja do PT, em nível federal, seja do PSDB, em níveis estaduais, significou a piora dos serviços, o ataque aos direitos dos servidores, a remessa de dinheiro público para o setor privado.
Neste momento a Assembléia Legislativa do Paraná está ocupada por centenas de ativistas contrários ao projeto de privatização do governo Beto Richa.
Nós do PSTU manifestamos todo nosso apoio à ocupação, como um ato legítimo e necessário, e nos colocamos ao lado da população trabalhadora do Paraná contra a privatização dos serviços públicos e pela aplicação dos recursos públicos direta e exclusivamente nos serviços essenciais, valorizando os servidores, melhorando a estrutura e o serviço público para os trabalhadores usuários.
Por isso defendemos:
ü A retirada do Projeto de Lei que prevê a terceirização dos serviços públicos do Paraná;
ü Pelo aumento do orçamento público para a educação, saúde e habitação popular;
ü Suspensão imediata do pagamento da dívida pública para direcionar os recursos para as áreas de interesse da população;
ü Contra a criminalização dos lutadores e dos movimentos sociais.
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